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riscos_e_rabiscos

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* Anselmo Ralph no autocarro?!? *

 Termino as aulas, despedidas do costume e dirijo-me à paragem para apanhar o autocarro de sempre. Quando este chega, deixo passar, sem reparar,  quem estava à frente. 

 

Ao seguir para um banco para me sentar, oiço umas miúdas todas excitadas a falar em segredo e com risinhos próprios de teenagers. Percebi que estavam a falar de alguém e olhei. Olhei e vi um fulano muito bem vestido, super elegante e de óculos escuros, cópia fiel do Anselmo Ralph!

 

Fiquei a olhar para o rapaz a tentar descortinar se era o próprio ou um sósia, pois só lhe via um pouco da cara.  Ainda não tinha chegado a conclusão nenhuma quando já estou na paragem em que tenho de sair. Caminho para a porta e o rapaz passa-me à frente para sair também! Finalmente consigo ver-lhe a cara!

 

Não, não era o Anselmo mas era um exemplar masculino ao estilo dele. Fator surpreendente? Um lencinho vermelho na lapela do casaco cinza claro que lhe dava lots of swag

* A melhor conversa de autocarro de sempre! *

Apanhei o meu autocarro para ir para o colégio e duas paragens à frente entram dois homens africanos. Iam numa animada conversa de amigos quando o telemóvel de um deles toca. O homem atende e todo o autocarro ouve o homem responder:

 

- Neste momento estou na casa de banho a fazer necessidades não posso falar.

 

E plim, desligou o telemóvel. De seguida, virou-se para o amigo e disse:

 

- Era da TM, são uns chatos!

 

O autocarro todo se riu com o insólito da situação.

 

Et voilá! É assim que em dois tempos se despacham os chatos que nos andam sempre a aborrecer com telefonemas. Ah, e eu estou a ponderar se, da próxima vez que me chatearem, serei capaz de dar uma resposta destas.

 

Vendo o "outro lado da linha", imagino o fartote de rir que não foi e concerteza mais uma situação caricata para contar aos amigos e família. E uma confirmação que muita gente leva o seu telemóvel até para a casa de banho (embora neste caso estivesse no autocarro que é quase a mesma coisa... :)!

O Mundo é Mesmo Pequeno.

Há uma moça que mora aqui para os meus lados que também apanha o mesmo autocarro que eu quando vou para a escola. Como é um autocarro que transporta sempre as mesmas pessoas, acabamos por nos conhecer todos, mesmo que não nos falemos. O nosso elo de ligação acabam por ser os motoristas que são quase sempre os mesmos e de quem vamos sabendo os nomes.
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Na altura da Páscoa, vi a tal moça, enquanto esperávamos a chegada do autocarro, a coser umas coisas em feltro. Pelo que pude ver, pareceram-me uns coelhinhos. Fiquei a pensar naquilo e para que seriam, se eram para oferecer, se para vender. Se ela trabalha nalguma escola e seria para os miúdos... A verdade é que nunca descobri e também nunca mais a vi com nada destas coisas.
Reparei, no entanto, que ela olha muito para as minhas mãos, ou pulsos ou peito. Calculei que fosse por gostar das bijuterias que faço e uso.
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Hoje, ao publicar algumas novidades no meu facebook, reparei numa foto de uma amiga minha. Detive-me a olhar para aquela foto, com a sensação de que aquela cara não me era estranha... E não era mesmo! Naquela foto aparecia a tal moça que apanha o autocarro todos os dias comigo e que, afinal, também se dedica ao artesanato. Daí os coelhinhos e o observar-me com tanta atenção. Quando estamos envolvidos em determinadas coisas, estamos sempre mais alerta e observadores para esse tipo de coisas.
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Quem diria que eu iria encontrar a tal moça no meu facebook e através de uma amiga que é de bem longe de Lisboa? O mundo é realmente bem pequeno...

Cenas de Autocarro #4

Depois de ter saído de casa mais cedo e me ter saído o tiro pela culantra pois fartei-me de esperar pelo meu autocarro, lá entrei num e me amusentei no primeiro banco livre que encontrei.

 

Instalei-me num daqueles bancos em que vamos de cotas mas que a mim não me causa impressão alguma. Queria era sentar-me porque ia até à última paragem, doiam-me os pés de estar em pé há tanto tempo à espera de autocarro e tinha cá um peso na minha mala para variar!

Três ou quatro paragens abaixo entram duas velhota: uma, coloca as suas coisas no espaço para bagagens que estava mesmo atrás da minha cabeça e a outra que se agarra como se não houvesse amanhã ao varão mesmo ao lado da minha cabeça.

 

Passado um bocadinho a velhota do varão lança para o ar "esta gente não tem cuidado nenhum... está uma a dar-me com o saco na nágeda". O autocarro pára numa paragem e o pessoal mexe-se um bocadinho e é nesta altura que a velhota aproveita para dizer à moça que estava ao lado " a senhora não pode estar a bater-me na nágeda assim com o seu saco...". A moça, incrédula, olha para a velhota e responde-lhe " eu reparei que a senhora estava incomodada com alguma coisa mas não tinha percebido o que era" e nisto muda a mala e o saco que trazia para o outro braço. E só aqui entre nós que ningu´m nos ouve, não era a moça de certeza absoluta que ia a tocar na nágeda da velhota... mas pronto!

 

O velhote que ia sentado à minha frente, meio divertido com a estupidez da situação tal como eu, profere um reparo muito interessante: " a senhora (a velhota) está a queixar-se do saco da moça mas não está a ver que tem a mala em cima de si (eu)". E efectivamente assim era. Mas a velhota fingiu não perceber. E eu nem quis saber porque estava mais para lá do que para cá e, na realidade nem me estava a incomodar por aí e além...

 

Quase a chegar à sua paragem, o velhote levanta-se, deixando o seu banco livre. Assim que viu o lugarzinho, a velhota correu para se sentar soltando um "deixa-me cá sentar... não gosto nada de barafundas...!" ao que eu respondi mentalmente "então devias ter ficado em casa porque agora é hora de ponta e não passa um autocarro há 3 séculos".

 

E a coisa serenou. Pensei eu. Íamos nós já mais à frente, quando reparo que a velhota se agarra aos lados, levanta a "nalgueira", faz força e oiço um som tipo metralhadora, de encontro à cadeira. "Não acredito nisto... será que ela se...?" e enquanto eu pesno isto ela faz novamente o gesto, e o cheiro começa a invadir o ar. Eu nem queria acreditar no que estava a ver, ouvir e a sentir! Meti o meu casaco no nariz para filtrar o ar daquele fedro horrendo. E a velhota continuou a olhar para o caminho, como se não tivesse sido nada com ela. Que lata!

 

Podia ter saído sem querer, é normal e acontece, agora levantar a nalga e fazer força para sair, ainda não tinha visto! Coitado de quem estava atrás e ao lado! Depois tocou na campainha e saiu na paragem de destino.

 

À vinda para cá apanhei o revoltado-dos-bancos-reservados. Há gente com cada panca... e o pior (ou melhor) é que andam de autocarro. E eu apanho-os todos!

O tal fulano revoltado-dos-bancos-reservados, tinha um problema qualquer na perna e uma muleta. Assim que olhou para os bancos reservados e vu que quem lá estavam eram mulheres "maduras" e não velhotes caquéticos ou mães com crianças ou deficientes, desatou a proferir impropérios e a dizer que era um "revoltado com isto" (palavras dele).

Desatou a gritar com quem estava nos bancos e a dizer que não deviam estar ali sentadas porque aqueles lugares não eram para elas, e vá de soltar mas quinhentas asneiras.

 

Uma senhora deu-lhe o lugar e ele sentou-se por um minuto. Depois levantou-se a dizer asneirada e a dizer que quem devia ali estar era uma senhora que estava em pé com duas crianças. Mas a tal senhora ignorou-o. Ela ficou ali porque quis, afinal saiu duas paragens a seguir. Deu-lhe mais jeito assim.

 

A seguir voltou a entrar mais gente que se sentou naqueles lugares. Beeeemmm, o homem ficou possesso, possuído, revoltado e sei lá mais o quê.

Em suma: o que o revoltado-dos-bancos-reservados queria era que os bancos estivessem sempre desocupados e que só se sentassem lá pessoas com crianças ao colo e deficientes. Velhotas "só porque têm uma dorzinha" (palavras dele), não. Finalmente saiu e a coisa acalmou mas ao passar ao lado do autocarro, ainda deu uma "muletada" junto à janela dos bancos reservados,

 

É com cada cromo que me aparece à frente! Até parecem escolhidos a dedo...

 

 

Ainda há almas boas...

Quando acabei de dar aulas na Pinguinolândia, dirigi-me à contabilidade para ir buscar o meu parco ordenado, que me devia ter sido pago no dia 31 mas que, por ausência da pessoa encarregue dos assuntos contabilísticos, não me foi entregue.

 

Foi-me entregue mas não ia sendo. Quando me ia a dirigir para a porta da contabilidade, fui ultrapassada por uma "avó" e lá tive que ficar à espera da minha vez. Esperei, esperei e a "avó" nunca mais saía. Mas também não ouvia conversa. Que raio...?! Às tantas, e depois de secar à vontade 15 minutos, bati à porta e entrei. Então não é que a "avó" tinha desaparecido?!? Por mim não passou de certeza e eu estava sentada à porta. Enfim, mistérios!

 

Quando expliquei o que estava ali a fazer, o meu cheque não estava na contabilidade mas sim noutro sítio. A contabilista foi ao outro sítio mas o cheque não estava lá. Já estava a ver mesmo o filme e a minha vida anadra para trás... Com grande despreocupação ainda me pergunta "a professora vai já embora?"ao que eu respondi, espantada, "não vou ficar aqui para sementes porque não tenho mais nada para fazer nem testes para ver... quer dizer, eu ir... ia...".

 

Eu só via folhas espalhadas por todo o lado e sem pés nem cabeça.  Mais uma vez se confirma a desorganização que vai naquela casa. Podiam ter a papelada em dossiers ou pastas. Não. Desornanizado é melhor. E o meu cheque? Não aparecia... Ó caraças! Além de perder um autocarro, vou perder outro e o pior é que ornedao... nada!

 

ÀS tantas, quiçá iluminada por Deus, digo "veja lá se não está no livro de cheques... pode lá estar no início...". Ouvi um descrente "já vi e não estava lá... (vasculhanço no livro de cheques) ah, afinal está aqui... desculpe...". Que havia eu de dizer? Que se estivesse a papelada organizada era mais fácil ou se fizesse TB não era preciso nada daquilo? Na... respondi apenas "não faz mal..." e pisguei-me.

 

Assim que saio da porta, vejo o o meu autocarro passar! Oh não... "$&%#$#$(/)(#$#% !!!"  pensei eu com os meus botões! Mas os motoristas dos autocarros já me conhecem e, por sorte minha, ele viu que eu ia começar a correr em direcção ao autocarro. Perguntou-me com a cabeça se eu queria apanhar o autocarro, eu disse que sim, e parti a correr enquanto o autocarro encostava ao passeio à espera de mim.

 

Não sei quantas vezes agradeci ao motorista. Para além de me fazer um grande favor, o motorista tem que ser uma excelente pessoa... é que se contam pelos dedos de uma mão aqueles que têm gestos como este. Mais uma vez muito obrigada, senhor motorista! :)

 

Cenas de Autocarro #2- O cara de parvo

Mais um dia de escola, mais um dia de greve e mais uma ida de autocarro. Embarquei, sentei-me, açambarquei o lugar ao lado com as minhas coisas e lá prosseguimos caminho.

 

O autocarro passa por uma rua que toda a vida foi problemática. Dantes era porque tinha uma gráfica, agora é porque tem uma casa de repasto, outra de computadores e uma escola. E o que é que acontece? O mesmo que hoje!

 

Estava uma abécula mal estacionada, tipo metade em cima do passeio e metade na estrada, que impedia a passagem do autocarro. E primeiro que aparecesse para mudar a carrinha de lugar, até dentes cresceram nas galinhas! Como se isto não bastasse, ainda vinha a passo de caracol.

 

Pensei para com os meus botões "além de mole, ainda tem cara de parvo..." E não é que o meu pensamento foi partilhado por mais pessoas que o verbalizaram?!? Ouviram-se umas vozes masculina dizer "ainda por cima tem cara de parvo!" E nesse preciso momento, ouviu-se um efeito sonoro de desenho animado, aquele de quando se apanha um grande melão. Não falo ideia de onde veio mas que foi na hora certa, foi! Desatou tudo na risota.

 

Nem com isto tudo, o cara de parvo estacionou a carrinha bem. Enquanto ele fazia marcha atrás estava o pessoal todo a mandar bitaites e a rogar pragas "devias era mandar a mota abaixo", "ainda vais ter que a estacionar outra vez!"

Mas a melhor de todas, foi a do motorista do autocarro, que depois de ter feito ali manobras malabaristas, rematou com "deixa lá que ainda vais ter de sair daí,,, o que vem atrás não passa mesmo porque é mais largo que eu!"

 

Mas porque é que esta gente anda a empatar a vida de terceiros? E não podia logo ter estacionado a carrinha logo bem à primeira vez? Haja paciência para estes "cara de parvos"! 

Ok... Podem Internar-me!

 

Saí da escola já de noite. Desci a rua, sentei-me no banco da paragem para esperar alguns vinte minutos ou mais pelo autocarro, alapei as coisas e comecei a observar o ambiente. Mais uma vez cheguei à conclusão de que a crise é mesmo só para alguns pois a quantidade de carros na rua é enorme, mais do que o habitual (viva a Nossa Senhora da Gasolina!), admirei os enfeites urbanos natalícios (ao menos uma vez no ano pagamos para ter algumas ruas bem iluminadas e ver alguma coisinha à frente do nariz), e desesperi ao ver o pessoal da paragem do outro lado da rua a desaparecer rapidamente e eu a ficar ali sozinha e abandonada...

 

Olhei para o relógio de minuto a minuto, em desespero, até que avistei o "autocarro". Toda feliz e contente porque ia para casa e ia fugir do frio momentaneamente, estico o braço para fazer sinal...

 

Toiiiimmm! Qual autocarro, qual quê... era um CAMIÃO!!! :(((

Numa rua pouco iluminada, aqui a "je" toldada pelo desespero e pitosga, vê um veículo com uma faixa de luz no topo tipo autocarro, e faróis também iguais aos dos autocarros e... Pimba! Será que era vocês também fariam o mesmo? Ou fui eu que pifei de vez?! Acho que a última hipótese é a mais correcta... {#emotions_dlg.nostalgic}

 

 

 

P.S. - Prometo que, logo à noite, senão apanhar boleia de algum camião enganador (lol), respondo a todos os vossos comentários e vou até aos vossos cantinhos. Sei que estou em falta com vocês. Chuacs!

 

O Lecter Tuga

 

Desengane-se aquele que entrou aqui com o intuito de ler um post sobre canibalismo, artes talhantes ou de curtir o couro, ou o coirato como se diz em Tuga mais simplório. Não. Para nojices bastou o post anterior. Portanto, se quiserem, podem ir ali ler outros postezinhos mais ou menos interessantes, conforme os gostos e as disposições.

  

Costuma apanhar o autocarro comigo um homem que é uma cópia pobrezinha, mas fiel, do famoso Tóino Hopkins ou de forma mais cinematográfica, Anthony Hopkins na versão Hanibal Lecter. É uma cópia de qualidade fraquinha, de Tuga sem um tostão, estão a ver?

 

O homenzinho é estranho. Tem cerca de 60 anos, gadelhinhas ralas e compridas, de tom loiro-gema de ovo mas desconfio que pintadas. Tem os mesmos olhos azuis do Tóino Hopkins e igual intensidade no olhar (aquele olhar do Lecter que dá para ver as nossas entranhas).

Depois tem uma atitude observadora incómoda, perscrutante, que nos consegue ler o que nos vai na alma, como um predador que escolhe a sua presa. Brrr!

 

Gosta de se sentar nos lugares que vão de costas, de forma a ficar de frente para os passageiros do autocarro e dar conta do que se passa enquanto observa as pessoas. De vez em quando, olha de soslaio para a janela, para distrair a vista do seu foco principal: as pessoas.

 

Um dia destes, entrou um moço que deixou cair um bilhete. O homem, com um gesto simpático, apanhou o bilhete e tentou entregá-lo ao rapaz. Mas em vez de falar com o rapaz, não. Desatou a abanar o bilhete no ar, com um ar efeminado e com um olhar cintilante de excitação. Para grande pena sua, o rapaz rejeitou o bilhete.

 

Agora pergunto eu: De onde vem este Tóino Hopakines Tuga? Será gay? Será o Lecter disfarçado de Tuga em tempo de crise? Será o Tóino Hopkins de Hollywood que anda por aqui a passear disfarçado de pelintra? Ou andará a fazer algum filme sobre Camões? Será o Lecter refugiado? Se houver recompensa eu sou a primeira a denunciá-lo. Na, na, na... eu fui a primeira... se quiserem... fila!

O que é que vocês acham?

Técnica do Assento

 

Desde que comecei a beach season que apanho o meu bus mais tarde. Numa certa paragem costumam entrar, entre outros, 3 passageiros: uma avó velhota e encarquilhadinha e dois netos, um rapaz e uma rapariga.

 

Os dois parecem ser muito amigos da avó e a primeira coisa que fazem, ao entrar no bus, é procurar um lugar para que ela se sente. Eles pisgam-se lá para trás, enquanto a rapariga se senta, o rapaz vai em pé, balançando-se nos carões ao ritmo dos solavancos do bus.

 

Hoje, a rotina foi alterada: a miúda foi sentar-se na parte traseira do bus e o miúdo sentou-se perto da avó, naqueles bancos reservados para grávidas, crianças – que o miúdo ainda é – e idosos.

 

Algumas paragens mais à frente, já noutra zona de Lisboa, entram mais uma avó toda fina e empipocada com uma criança pequena.

A avó empipocada aproxima-se dos lugares reservados, vê a outra criança (o miúdo) sentado e diz:

 

- Não te importas de te levantar para dar o lugar a esta menina…? É que ela pode cair…

 

O miúdo lá se levantou em silêncio, solidário com a criança mais pequena. No exacto momento da menina se sentar, a avó empipocada segura-a e numa fracção de segundo amusenta-se no banco, pega na criança ao colo e ainda acrescenta: “assim vais melhor”.

Todo o bus se desatou a rir com a lata da avó empipocada. É que todos perceberam que o lugar não era para a neta mas sim para ela! Grande técnica… Humpf!

 

Depois do miúdo ter voltado a sentar-se num lugar sem ser reservado, eis que entra mais uma velhota mas desta vez com muletas. Não é que foram pedir o lugar ao puto de novo?!

 

Até aposto que o miúdo deve ter pensado “logo hoje que decidi sentar-me é que tenho de dar o lugar a todas as velhotas que entram no autocarro… não está certo!”

Se ele não pensou, eu pensei. Parece que há dias em que temos mesmo de ir em pé nos transportes públicos.